Alcoolismo fenómeno global ou simplesmente nacional
Pequena reflexão
O
alcoolismo é um fenómeno global, define-se como um consumo excessivo de álcool.
O sentido global deste fenómeno está no facto de ser um assunto não apenas de
interesse nacional, mas universal e claro em países onde há uma permissão do
consumo de bebidas alcoólicas.
Os
consumidores de bebidas alcoólicas chegam ao estado de alcoólicos ou
alcoólatras quando estes não conseguem de um modo visível, viver sem o consumo
de bebidas alcoólicas nem se quer ficar sem o contacto com o mesmo, desenvolvendo
um estado de dependência. A meu ver, em Angola este fenómeno já pode ser
considerado um problema social.
O
consumo de álcool em Angola é cada vez mais superado com uma produção
industrial qualquer, a exemplo disso são estatísticas apresentadas em
relatórios pelas autoridades, onde ressalta-se o grande aumento do consumo de
álcool pela juventude e não só.
Na
minha perspectiva este problema não deve ser avaliado primeiro de forma
isoladamente nacional, porque no meu ponto de vista, ele também tem contornos
trazido por aquilo que chamamos de modernização e globalização e segundo de uma
fragmentação.
O
aumento do consumo é acompanhado tanto por factores externos, citando aqui a
maior abertura dos mercados internacionais desde as multinacionais que querem
expandir-se, a globalização entre outros, as pessoas que encontram neste
investimento a sua forma de fazer crescer os seus negócios, sem pensar na forma
rigorosa como este produto destrói uma sociedade.
Os
factores internos a meu ver são os que maior influencia a nossa sociedade, os
aspectos internos têm a ver com as condições dentro do país que incentivam e
promovem o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, podemos ressaltar aqui as
maratonas que são promovidas pelos partidos políticos, empresários e as festas
dos bairros as ditas ˈRavʼs, caldos e as sentadas aos domingos, os factores
mais visíveis e graves são: o aumento de empresas/indústrias produtoras de
bebidas alcoólicas.
Associada
a estes acontecimentos e problemas, como a guerra que assolou muito tempo o
país, o analfabetismo, o desemprego em alta e a desinformação social não como
ter uma realidade menos intoxicada.
Para
as pessoas que têm sido atormentada ou agredidas pelo cheiro, cores das várias
marcas em competição é preciso afastarem-se delas, caso não a consequência é,
claro ter uma camada juvenil pouco preocupada com as consequências causadas
pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
De
uma forma geral posso dizer que não existe uma vontade política em inverter
este quadro, porque pensa-se que consumi-lo é algo normal e universal e nós não
somos únicos, se fosse o contrário alguma coisa devia mudar nos relatórios,
conselhos e actividades contra o consumo das bebidas alcoólicas, porem que não
passa de boas vontades lançadas ao ar. E o problema é
ainda mais e bem alimentado pelo quarto poder (os média), aqui as marcas
"falam e desfilam nuas" a qualquer hora do dia sem nenhuma censura,
desde as publicidades de diversos tipos de bebidas até as festas,
principalmente a televisão e a rádio divulgam.
Perante
este quadro cria-se este problema que deixa máculas, não apenas na juventude,
mas em todos os estratos e idades do país, como consequência prevê-se uma juventude até formada, mas
viciada em álcool o que prejudica o crescimento humano e consequentemente o
desenvolvimento do país, porque as mentes alcoolizadas podem até ser pensantes
e criativas, mas pecam no controlo emocional, no equilíbrio familiar e social e
na moral social.
A
guisa de conclusão, pode se dizer que o alcoolismo, sobretudo na juventude, é
um problema sério para uma sociedade moderna e que está em franco crescimento.
Mas é um problema controlável quando existe um verdadeiro plano para com a
juventude e os seus compromissos para o futuro. Esta problemática é
solucionável, basta que as esforças e meios sejam direccionados para este
propósito e que tendências motivadoras sejam desinibidas.
Artigo




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